segunda-feira, 17 de maio de 2010

You gotta be kind to yourself

Acho que já cheguei a dizer aqui que a hipocrisia nasce da mentira que contamos à nós mesmos.
E, é sério, pra que mentir? Nós arranjamos milhões de desculpas esfarrapadas. Esfarrapadas meeesmo. Porque não há desculpa para a mentira. É libertador quando você descobre a raiz quadrada da sua hipocrisia. Porque aí você pode calcular, se desculpar e se livrar das ilusões baratas que você compra.

'the world is like a science and I'm like a secret'
desvende-se

domingo, 16 de maio de 2010

If you go away

But if you stay
I'll make you a day
Like no day has been
Or will be again
We'll sail on the sun
We'll ride on the rain
And talk to the trees
And worship the wind

But if you go
I'll understand
Leave me just enough love
To fill up my hand

If you go away... if you go away

Essa é a versão em inglês da música 'Ne Me Quitte Pas'.

Tão dramático.

Estou dramática e com vontade de gritar até meu coração sair pela garganta.
Preciso ser espetada com uma agulha até explodir feito um balão.

e-x-p-l-o-d-i-r

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Começa-se

Dê-me um martelo. Preciso de um martelo, uma pá. Já!
Preciso cavar fundo, muito fundo. Preciso me jogar no buraco.
Preciso Precisar. Desejo desejar. Eu quero querer.
Quero achar a certeza. Preciso me achar certa. Acertar com precisão.
Preciso de ajuda. E quem pede ajuda não é fraco. Não pode ser.
Quem pede ajuda precisa ser corajoso pracaralho.
Não sou nada sozinha. Sozinha eu posso ser quem eu quiser pensar que sou.
Quem pensa que é, só pensa que é.
Não é.

Direita ou esquerda? Esquerda. Quadrado ou redondo? Redondo. Alto ou baixo? Alto. Claro ou escuro? Escuro. Grande ou pequeno? Grande. Vermelho ou Amarelo? Vermelho.
Pronto. Pergunta de novo.
Esquerda ou direita? Direita. Quadrado ou redondo? Redondo. Alto ou baixo? Baixo. Claro ou escuro? Clara. Grande ou pequeno? Grande. Vermelho ou Amarelo? Laranja.

Está certa disso? Estou.
Porque? Porque só se começa pela certeza.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sobre o saudosismo.

Ele fala comigo do nada, depois de meses sem dar sinal de vida e sempre me deixa falando sozinha.

Minha última frase:
Saudade de você

Sem resposta

Ele faz parte de um seleto grupo de pessoas que despertam em mim um amor incondicional.
Ele não faz idéia disso. Não importa o que ele diga, o que ele faça. Ele escreve "E aí?" no eme esse ene e eu saio da cadeira arfando. Não entendo. Mas não é pra entender mesmo.
Espero fazer com que ele saiba disso um dia.
Também espero que ele fique sempre longe! Não suportaria viver na mesma cidade que ele.
Com ele longe, a imagem que me inspira poderia ficar no meu coração atééé, bem, até que ele pare de bater.

Mas perto? Tenho certeza que meu coração explodiria.

sábado, 8 de maio de 2010

Juntos

"Você quer que tudo seja como as histórias que você lê, mas nunca escreve.
Você tem que aprender a viver, e viver e aprender.
Você tem que aprender a dar e a esperar sua vez.
Estou preocupado."

Assinado: Jack White/Brendan Benson

quinta-feira, 6 de maio de 2010

"Nada de saudosismo,

Saudosismo é uma espécie de masturbação sem verdadeiro prazer, uma inutilidade atravancadora, que no máximo pode ser empregada para brincadeiras, mas geralmente é perda de tempo mesmo.”

Tudo bem, eu concordo. Não existem bons tempos, só tempos.
E existem as memórias destes tempos.
Na verdade essa história de tempo é muito relativa, como todos já sabem.
Estou na empolgação de escrever sobre um tempo que, dentro de uma verdade sistemática, durou alguns dias. Agora, se você me perguntar eu responderei que vivi uma ERA.

A intensidade absurda e a quantidade surreal de simbolismos fizeram com que aqueles momentos se tornassem referência. A minha referência da Verdade.

Eu lá, imatura, esforçada e superficial.
E ele lá, sendo ele.


- Você precisa transar e fumar maconha.

- Com você.


Eu sou capaz de criar um GRANDE filme sobre estes dias.
Com estes dois GRANDES personagens.

Adiantarei a cena final, que não poderia ser menos grandiosa.

Cine Lapa - Festa de Rock - Noite

Nunca. Repito. Nunca fiquei tão bêbada como este dia.
As pessoas não passavam de borrões encarnados e eu conversava com elas numa alegria exagerada tentando preencher o vazio imenso que estava sentindo porque ele não estava lá.
De fato algumas semanas depois um cara veio falar comigo como se já me conhecesse há anos e eu não lembrava dele de jeito nenhum. Depois fomos descobrir que eu tinha puxado assunto com ele nesse dia do Cine Lapa. Trágico.
Eu sei que ligava de dez em dez minutos e nem lembro o que ele respondia.
Até que alguma hora da madrugada, estava eu do lado de fora exercitando meu lado 'poetisa' (como ele mesmo diz) e bastante introvertida quando olhei pro lado.Ele estava lá. Nos abraçamos. Muito forte. E só.
Fugi. Saí dali. Achei que ia explodir.
Ao longo da noite a gente se esbarrou mais umas duas vezes. E nos abraçamos. Só.
Eu só conseguia abraçá-lo e ir embora.
E ele de fato foi embora. Da festa. Do Rio. Depois do Brasil.
E eu fiquei. Fiquei. E ainda estou.


Antes disso, no início desta história, digamos que antes da primeira virada do roteiro, ele tocou Simon & Garfunkel no violão.
Aí ele foi embora. Não de vez, ainda.
E eu fiquei ouvindo "Dangling Conversation". Essa música entranhou em mim de uma forma inexplicável. Até hoje ouço e lembro da sensação inigualável de esperança, conforto, aceitação e afeto.

Éramos nós... e sou eu agora.

And how the room is softly faded
And I only kiss your shadow,
I cannot feel your hand,
You're a stranger now unto me


Lost in the dangling conversation.
And the superficial sighs,
In the borders of our lives.


(Perdidos na conversa pendente e nos suspiros superficiais, in the borders of our lives.)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Dissolver o caramba!

O que é isso?? Eu estava hibernando por acaso??
Me sinto viva quando sinto raiva.
Romantismo grau zero mesmo ouvindo Frank Sinatra. That's me now.
Costumo derreter por qualquer bobagem e a Raiva consegue fazer com que eu vire gelo novamente.

Ontem foi brabo.
Chorei ouvindo 'In the wee small hours of the morning', cantado pelo Frank, antes de ficar surda novamente.
Essa música me lembra o Jack Kerouac. Em 'Vagabundos Iluminados', ele descreve:

'Estava passando o tempo no jardim enquanto escurecia, cantando "Wee Small Hours", quando cheguei à frase "when the whole wild world is fast asleep" meus olhos encheram de lágrimas. "Okay world", eu disse, "I'll love ya".'

E essa música é bizarra. A voz do cara é bizarra. Você consegue perseguir a melodia enquanto ela se infiltra em você. Quando você percebe, uma lágrima sai do seu olho. É a melodia making its way out.

Mas voltemos à Raiva porque eu estava prestes a derreter novamente.
[Droga, era pra ouvir qualquer coisa menos Frank Sinatra hoje]
A vontade de magoar alguém é proporcional ao tamanho da sua própria mágoa?


Todo dia eu prometo que irei me abrir completamente ao que vier, sem medo de me machucar. Mas o medo me persegue. Ele não desgruda.
Só que agora eu estou com uma vontade imensa de pisar em cima dele até fazer CREQUE. Como se o Medo fosse uma barata monstruosa.
Estou com Raiva do Medo.

Ah, quer saber? Eu estou ouvindo 'Strangers in the Night'.
Vai dar tudo certo no final.