'Eu vou preparar a mesa vazia
vou estender seu corpo
como uma iguaria
vou me servir horrores
vou te tomar, te beber com gosto'
sexta-feira, 17 de junho de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
menos, menos
Já visualizo o fim, ele está logo ali dobrando a esquina
enquanto caminho segura e calma, saltitante as vezes, com o coração na mão
olho pra ele e penso que merece sentir tudo isso
está mais saltitante que eu
Não tem essa de talvez ou pode ser
é ou não é.
acabou? porque as vezes acaba, sabe?
'I dont love you anymore, goodbye'
'Não eternize seus sentimentos'
falar é fácil
dramatizo, eternizo, sofro por antecipação, me descontrolo e me jogo na cama
ou penso em fazê-lo.
sorrio, converso, participo
apertando meu coração com a mão direita
Vai se fuder
sai daqui!
eu te odeio
por me fazer sentir tanto
enquanto caminho segura e calma, saltitante as vezes, com o coração na mão
olho pra ele e penso que merece sentir tudo isso
está mais saltitante que eu
Não tem essa de talvez ou pode ser
é ou não é.
acabou? porque as vezes acaba, sabe?
'I dont love you anymore, goodbye'
'Não eternize seus sentimentos'
falar é fácil
dramatizo, eternizo, sofro por antecipação, me descontrolo e me jogo na cama
ou penso em fazê-lo.
sorrio, converso, participo
apertando meu coração com a mão direita
Vai se fuder
sai daqui!
eu te odeio
por me fazer sentir tanto
sábado, 4 de junho de 2011
Ainda
Ainda. Não como antes, mas ainda.
Sobre o talento - inquestionável.
Sobre a pessoa - imaculadamente dúbia
Sobre o meu amor - incondicional
Sobre a voz - penetrante
Sobre a penetração - inesquecível, inacabada
Entendo perfeitamente, mas não consigo deixar de agir como fã.
Meu louvor se sobrepõe a mim.
Entendo parcialmente.
Resquícios. Resquícios de uma outra parte da minha vida.
Ele é o elo. Entre o antes e o depois.
Eu entendo racionalmente, é claro.
Mas ouço, lembro, canto, revejo.
Quero falar mas não sei o que.
Quando falo sou ignorada.
Eu entendo racionalmente, é claro.
Mas sinto, derreto, explodo e vomito.
Ainda. Não como antes, mas ainda.
Sobre o talento - inquestionável.
Sobre a pessoa - imaculadamente dúbia
Sobre o meu amor - incondicional
Sobre a voz - penetrante
Sobre a penetração - inesquecível, inacabada
Entendo perfeitamente, mas não consigo deixar de agir como fã.
Meu louvor se sobrepõe a mim.
Entendo parcialmente.
Resquícios. Resquícios de uma outra parte da minha vida.
Ele é o elo. Entre o antes e o depois.
Eu entendo racionalmente, é claro.
Mas ouço, lembro, canto, revejo.
Quero falar mas não sei o que.
Quando falo sou ignorada.
Eu entendo racionalmente, é claro.
Mas sinto, derreto, explodo e vomito.
Ainda. Não como antes, mas ainda.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Bang Bang
Aquela guerra estava me consumindo. Muito sangue, suor e lágrimas provocadas por excessivas explosões mentais. Sair daquela trincheira estava ficando cada vez mais difícil e trabalhoso. Sempre fui covarde. Aquele soldado que se posta atrás dos mais ligeiros no gatilho. Não quero atirar mas também não quero morrer, oras. Quando o inimigo inevitavelmente se aproximava, tratava de afastá-lo completamente a pontapés! E a granada acabava por explodir nas minhas próprias mãos. Feridas e calos trazidos de uma vida anterior a essa, com certeza. Minha covardia sem limites estava explicada! Eu morri naquela guerra e meu corpo não aguentaria mais tanto arranhão.
Chegou por trás e me sequestrou.
Longe de todo o caos, eu permaneci. Viva.
O barulho dos tiros não me incomodava mais naqueles momentos em que o inimigo falava comigo. O barulho estava lá, todo o tátátá pá pow!
'como as pessoas gostam de estraçalhar os corações alheios.' pensei
e o inimigo fazia, falava e demonstrava (que existiam exceções).
e eu mentia. porque eu minto muito bem. minha maior habilidade. aquela velha granada que não cansava de explodir. e volta e meia estava eu lá, toda destroçada.
e o inimigo vinha e me colava toda novamente.
e eu pensava: porque?! porque ele está fazendo isso?!
'porque não atira logo?'
'porque estou aprendendo com você'
Aprendendo... pensei que afinal o inimigo não batesse muito bem. Deixa estar.
Tô viva pelo menos.
dormindo com o inimigo e mais acordada que nunca.
o tempo passou e nosso esconderijo deixou de ser escuro, duro e estranho.
Um belo dia resolvi perguntar:
'O que afinal você aprendeu comigo?'
No que ele respondeu ligeiro:
'Pode ser piegas... mas eu aprendi a amar.
e minha espada caiu dura e barulhenta
meu escudo se desmontou como se não passasse de lataria enferrujada
'e eu aprendi a me desarmar'
He shot me down, bang bang
I hit the ground , bang bang
That awful sound, bang bang
My baby shot me down.
Chegou por trás e me sequestrou.
Longe de todo o caos, eu permaneci. Viva.
O barulho dos tiros não me incomodava mais naqueles momentos em que o inimigo falava comigo. O barulho estava lá, todo o tátátá pá pow!
'como as pessoas gostam de estraçalhar os corações alheios.' pensei
e o inimigo fazia, falava e demonstrava (que existiam exceções).
e eu mentia. porque eu minto muito bem. minha maior habilidade. aquela velha granada que não cansava de explodir. e volta e meia estava eu lá, toda destroçada.
e o inimigo vinha e me colava toda novamente.
e eu pensava: porque?! porque ele está fazendo isso?!
'porque não atira logo?'
'porque estou aprendendo com você'
Aprendendo... pensei que afinal o inimigo não batesse muito bem. Deixa estar.
Tô viva pelo menos.
dormindo com o inimigo e mais acordada que nunca.
o tempo passou e nosso esconderijo deixou de ser escuro, duro e estranho.
Um belo dia resolvi perguntar:
'O que afinal você aprendeu comigo?'
No que ele respondeu ligeiro:
'Pode ser piegas... mas eu aprendi a amar.
e minha espada caiu dura e barulhenta
meu escudo se desmontou como se não passasse de lataria enferrujada
'e eu aprendi a me desarmar'
He shot me down, bang bang
I hit the ground , bang bang
That awful sound, bang bang
My baby shot me down.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
I met John Lennon
Nesses últimos dias o peso de toda a poeira universal esteve presa em mim.
Não estava aguentando mais me carregar.
Então lá fui eu, pra Inglaterra.
Brindar à vida com um chá.
O amor me pegou pela mão e falou que existe.
Me diluí com o mundo como sempre quis fazer.
Me possuí de possibilidades.
e aprendi que amar é respeitar os demônios alheios.
eu entendi e agradeci sem querer.
e agora eu agradeço porque quero.
porque estou pulsante e leve
como uma pena
Não estava aguentando mais me carregar.
Então lá fui eu, pra Inglaterra.
Brindar à vida com um chá.
O amor me pegou pela mão e falou que existe.
Me diluí com o mundo como sempre quis fazer.
Me possuí de possibilidades.
e aprendi que amar é respeitar os demônios alheios.
eu entendi e agradeci sem querer.
e agora eu agradeço porque quero.
porque estou pulsante e leve
como uma pena
quinta-feira, 21 de abril de 2011
all this time, love.
amar é fácil.
mas assim como tocar algum instrumento, desenhar e fazer filmes.
É uma arte. Quanto mais aprimorada a técnica de tocar violão ou desenhar, mais espaço/tempo irá se obter para a criação em si. mais domínio de técnica = mais liberdade.
digo o mesmo para o amor. Eu e Erich Fromm concordamos bastante neste aspecto.
É tudo realidade. Quanto mais próxima do real você estiver, mais próxima da liberdade você estará. O caminho não é pra cima ou pra baixo, é pra frente.
A teoria eu já sei de cor. o que me falta é a prática, a técnica. sinto saudade da liberdade como se ela fosse um ídolo querido da minha infância que nunca tive oportunidade de conhecer.
Minha liberdade chama-se John Lennon.
Minha liberdade prega o amor e está sendo morta a tiros por uma fã psicopata.
"In between love and trying to scheme love
Who can tell what we may find
All this time love, I sublime love
To the feelings in my mind"
mas assim como tocar algum instrumento, desenhar e fazer filmes.
É uma arte. Quanto mais aprimorada a técnica de tocar violão ou desenhar, mais espaço/tempo irá se obter para a criação em si. mais domínio de técnica = mais liberdade.
digo o mesmo para o amor. Eu e Erich Fromm concordamos bastante neste aspecto.
É tudo realidade. Quanto mais próxima do real você estiver, mais próxima da liberdade você estará. O caminho não é pra cima ou pra baixo, é pra frente.
A teoria eu já sei de cor. o que me falta é a prática, a técnica. sinto saudade da liberdade como se ela fosse um ídolo querido da minha infância que nunca tive oportunidade de conhecer.
Minha liberdade chama-se John Lennon.
Minha liberdade prega o amor e está sendo morta a tiros por uma fã psicopata.
"In between love and trying to scheme love
Who can tell what we may find
All this time love, I sublime love
To the feelings in my mind"
sexta-feira, 8 de abril de 2011
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