"ah, é só por diversão"
São duas noites seguidas em que ele sai sozinho enquanto eu trabalho na madrugada. So far so good. só que não. Eu realmente queria não me importar. A questão é que eu não me importo com o fato dele sair sozinho na noite, só me importo com o fato de eu não estar lá, ora. Me divertindo. Puta que pariu, parece que foi há UM SÉCULO a última vez em que me diverti pra valer. Ô, faz tempo. Ah eu fico puta sim. Meu coração quase desapareceu aqui, deus me livre. A gente se despediu tão fofamente e aí agora ele diz: 'Ah então tá, agora que você deixou (?) eu fazer isso vo lá tá; bjs'. Vai lá sim, baby! Vá pa puta que pariu com a minha diversão não existente. Divirta-se aí, viu! Enquanto eu trabalho! Ainda faltam 6 horas pra sair daqui! Rá rá rá.
Ah, porra!
Preciso comprar um 'how to not give a fuck for dummies'. Cadê? Onde vende?
Mas tudo bem. Acredito no Cosmos. Vou respirar e não pensar nisso. Pronto! Simples!
só que não.
Meu problema é essa eterna sensação de invasão. Amar é muito difícil. Eu me sinto invadida, remexida, revirada. Então quando isso acontece tenho a necessidade de trancar meus sentimentos, sabe como é, preservação. Tenho sentido isso direto com ele. Ele entra, dá uma olhada em tudo e sai como se nada tivesse acontecido. E eu fico aqui, tentando juntar os cacarecos. Dá trabalho! Enquanto me preservo ele continua a vida dele. Que raiva, não? O mundo dele não gira ao meu redor. O que é ótimo, é claro, porque o meu também não gira ao redor dele, cruz credo. A questão aqui é prioridade. Sinto que ele está figurando em uma posição muito mais acima na minha lista, enquanto eu espero estar entre os top 10 na lista dele. Eu absolutamente me odeio quando percebo isso, tipo agora. Alou, preciso trabalhar isso. Isso, digo, a questão de pensar nele enquanto faço minhas coisas... pensar: 'poxa, gostaria que ele estivesse aqui'. Enquanto agora ele provavelmente deve estar doidão se divertindo pra caralho com pessoas aleatórias e nem aí pro fato d'eu estar trancafiada nesse cubículo horroroso que tenho que chamar de trabalho. Porfa.
Aí o que meu instinto grita pra mim? Amanhã não liga, não nada. E o que ele vai fazer amanhã também? Não ligar, não nada. NÉ legal?
Preciso me divertir muito sem ele. É sério. Faz tempo que não acontece. Saudades das noites psicodélicas, muita saudade!
Amor my ass. Amor is bullshit.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
If you ain't special, baby
Joguei minha jaqueta de pseudo-couro por cima de uma lingerie creme e preta e vesti meus coturnos.
Tom Waits seduzia os alto-falantes me dizendo que eu era tão má quanto ele. Uma heineken gelada descia pela minha garganta enquanto algumas gotas teimavam em cair na minha barriga. Pela primeira vez senti ele olhar pra mim do jeito que eu sempre olho pra ele. Admiração e tesão. Muito tesão.
Me olhava no espelho e me sentia livre. Linda demais. Gostosa pra caralho.
Montei meu palco, escolhi meu figurino. Que porra é essa? Porque não consigo ser livre fora do motel? Mas eu não estava livre lá dentro. Minha mente ainda acorrentada à escuridão do inconsciente. Mão na barriga. Mão de homem, barriga de mulher. Desliza. Dedo. Pontada de tesão. Me desvio, mais cerveja. Mais música.
Cada passo a frente me aproximando da liberdade de tornar-me melodia. Um passo, uma batida. Meu quadril dança. Ele assiste imponentemente Homem. Leão. Meu corpo acompanha minha mente na leveza e elegância de uma felina. Tigresa. Tão poderosa e tão frágil.
Aquela mão enorme, macia e masculina me puxou pra perto de um peitoral peludo e confortável. Quando um Homem consegue externalizar a maioria das potencialidades da espécie, não há fêmea que resista. E ele é tão Homem. A barba percorria todo o meu corpo. Eu sou tão Mulher ao seu lado. Ahn. Tão Mulher. AAAhhn. Aahhn. Aaahhhhn.
'If you ain't special, baby
then everything's the same.'
e baby, eu sou especial.
porra, eu sou especial pra você.
Tom Waits seduzia os alto-falantes me dizendo que eu era tão má quanto ele. Uma heineken gelada descia pela minha garganta enquanto algumas gotas teimavam em cair na minha barriga. Pela primeira vez senti ele olhar pra mim do jeito que eu sempre olho pra ele. Admiração e tesão. Muito tesão.
Me olhava no espelho e me sentia livre. Linda demais. Gostosa pra caralho.
Montei meu palco, escolhi meu figurino. Que porra é essa? Porque não consigo ser livre fora do motel? Mas eu não estava livre lá dentro. Minha mente ainda acorrentada à escuridão do inconsciente. Mão na barriga. Mão de homem, barriga de mulher. Desliza. Dedo. Pontada de tesão. Me desvio, mais cerveja. Mais música.
Cada passo a frente me aproximando da liberdade de tornar-me melodia. Um passo, uma batida. Meu quadril dança. Ele assiste imponentemente Homem. Leão. Meu corpo acompanha minha mente na leveza e elegância de uma felina. Tigresa. Tão poderosa e tão frágil.
Aquela mão enorme, macia e masculina me puxou pra perto de um peitoral peludo e confortável. Quando um Homem consegue externalizar a maioria das potencialidades da espécie, não há fêmea que resista. E ele é tão Homem. A barba percorria todo o meu corpo. Eu sou tão Mulher ao seu lado. Ahn. Tão Mulher. AAAhhn. Aahhn. Aaahhhhn.
'If you ain't special, baby
then everything's the same.'
e baby, eu sou especial.
porra, eu sou especial pra você.
sábado, 5 de maio de 2012
Mais um desabafo
Não sou inteligente. Cheguei a essa conclusão agora há pouco. Acho que vou fazer um teste de QI pra comprovar. Minha mente é muito dispersa e guarda informações de natureza absolutamente emocional. O meu problema, acho, é a minha curiosidade extrema patológica. Eu simplesmente quero saber de TU-DO. TUDO. Não importa. É claro, existem milhões de assuntos que não me interessam. Mesmo assim, quero saber. Acho fantástico quem manja de física, química, política, história, economia, música e cinema e fala de tudo isso com uma facilidade imensa. Eu acabo assim, querendo saber de tudo e por isso mesmo não sabendo de nada. Absolutamente frustrante. Também tenho essa outra teoria de que preciso trabalhar primeiro minha inteligência emocional senão a racional não vai funcionar direito. Mas o verdadeiro problema são as porras dos planetas de toda a porcaria do sistema solar que foram se acumular na porra da quarta casa enquanto o signo de Câncer estava lá exatamente na hora do meu nascimento. Quer dizer.
Claramente meu emocional interfere em todos os aspectos racionais da vida. Assim, não existe muito espaço para o racional por aqui. Na verdade, o que eu consigo racionalizar com firmeza são meus sentimentos. hahaha
Por isso, o que eu consigo identificar é uma cobrança muito grande da minha parte de ser a pessoa mais foda do mundo. Uma expectativa imensa em relação a mim mesma e exatamente por isso, uma frustração gigantesca o tempo todo. Adicionem aí problemas de auto-estima, que fode com tudo o que acabei de escrever acima. Um egoísmo sem fim que tento combater (nem) todos os dias. Quero que todo mundo goste de mim de graça, oquei. Ao mesmo tempo não tenho paciência pra maioria das pessoas. Quero fazer muita coisa e acabo não fazendo nada. Essa é minha vida. E é claro, é igual a vida da maioria das pessoas. Gente, não dá pra parar pra pensar nisso senão a gente enlouquece big time. Tava lendo Bukowski e em uma parte ele escreveu: "Dee Dee sabia umas coisas da vida. Ela sabia que o que acontecia pra um, acontece também pra maior parte da tribo. Nossas vidas não são tão diferentes, embora a gente goste de achar que são. A dor é estranha. A dor chega, BANG, e aí está ela, instalada em você. É real. Aos olhos dos outros, parece que você está de bobeira. Um idiota, de repente. Não há cura pra dor, a menos que você conheça alguém capaz de entender seus sentimentos e saiba como ajudar.". É só isso que eu sei. Que viver dói. Só isso.
Acho lindo quando alguns membros da tribo conseguem dar uns toques extremamente pessoais e iluminados nas paradas mais normais/banais. Isso me inspira a seguir em frente. Mas fico querendo fazer parte disso também. Me inspiro demais, mas queria pirar mais. Chegarei lá.
É o caminho que importa. O segredo é só esse. E não deveria ser segredo algum. Aonde você quer chegar? Tudo o que você faz pra conseguir chegar é a vida. As pequenas decisões do dia a dia, as pequenas escolhas que te levam ao seu destino. Destino. Nossa...
E quando você chegar lá, você vai mirar outro caminho e é isso. Viver não é chegar, é ir.
Claramente meu emocional interfere em todos os aspectos racionais da vida. Assim, não existe muito espaço para o racional por aqui. Na verdade, o que eu consigo racionalizar com firmeza são meus sentimentos. hahaha
Por isso, o que eu consigo identificar é uma cobrança muito grande da minha parte de ser a pessoa mais foda do mundo. Uma expectativa imensa em relação a mim mesma e exatamente por isso, uma frustração gigantesca o tempo todo. Adicionem aí problemas de auto-estima, que fode com tudo o que acabei de escrever acima. Um egoísmo sem fim que tento combater (nem) todos os dias. Quero que todo mundo goste de mim de graça, oquei. Ao mesmo tempo não tenho paciência pra maioria das pessoas. Quero fazer muita coisa e acabo não fazendo nada. Essa é minha vida. E é claro, é igual a vida da maioria das pessoas. Gente, não dá pra parar pra pensar nisso senão a gente enlouquece big time. Tava lendo Bukowski e em uma parte ele escreveu: "Dee Dee sabia umas coisas da vida. Ela sabia que o que acontecia pra um, acontece também pra maior parte da tribo. Nossas vidas não são tão diferentes, embora a gente goste de achar que são. A dor é estranha. A dor chega, BANG, e aí está ela, instalada em você. É real. Aos olhos dos outros, parece que você está de bobeira. Um idiota, de repente. Não há cura pra dor, a menos que você conheça alguém capaz de entender seus sentimentos e saiba como ajudar.". É só isso que eu sei. Que viver dói. Só isso.
Acho lindo quando alguns membros da tribo conseguem dar uns toques extremamente pessoais e iluminados nas paradas mais normais/banais. Isso me inspira a seguir em frente. Mas fico querendo fazer parte disso também. Me inspiro demais, mas queria pirar mais. Chegarei lá.
É o caminho que importa. O segredo é só esse. E não deveria ser segredo algum. Aonde você quer chegar? Tudo o que você faz pra conseguir chegar é a vida. As pequenas decisões do dia a dia, as pequenas escolhas que te levam ao seu destino. Destino. Nossa...
E quando você chegar lá, você vai mirar outro caminho e é isso. Viver não é chegar, é ir.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Vocês merecem
Existe na vontade sincera de compartilhar, uma semente de amor pura e simples.
Hoje em dia com todas as possibilidades de comunicação fácil, o botão 'compartilhar' do facebook é um exemplo, o ato de com-par-ti-lhar virou também uma manifestação ególatra. Virou 'corriqueiro', fácil, superficial é a palavra exata.
Isso porque quando surge a verdadeira VONTADE de compartilhar algo com as pessoas quer dizer que você acreditou tanto naquilo que você PRECISA fazer com que o resto da humanidade sinta, viva, leia o que quer que seja também. Porque todos MERECEM.
então, por favor, sintam, leiam, vivam isso também. nós merecemos!
"Apesar de todas as derrotas que a história registra, do nascimento e da extinção de civilizações, do desaparecimento de raças e continentes, existe um edifício resistente e invencível, que é a verdadeira habitação do homem. No dia em que acreditarmos nessa verdade, estaremos preparados para habitá-lo. E não será necessário, para tanto, querer destruir o mundo.
Da mesma forma que os rios são tragados pelos oceanos, os caminhos menos importantes serão, eventualmente, absorvidos pelo grande caminho, tenha ele o nome que tiver. As moralidades, éticas, leis, costumes, crenças, doutrinas - todo esse conjunto -não tem grande importância. Tudo o que interessa é que o milagroso torne-se o normal. Mesmo agora, frustrados e cheios de entraves como somos, o milagroso nunca está totalmente ausente. Mas como são errados, grotescos e desajeitados os nossos esforços para descobri-lo. Toda a criatividade, todo o enorme trabalho gasto com invenções, que são consideradas maravilhas do engenho humano, devem ser encarados não somente como trabalho perdido, mas também como um esforço inconsciente do homem para adiar e fugir do milagroso. Atulhamos a terra com nossas invenções sem pensar que elas talvez sejam inúteis - ou desastrosas. Inventamos os mais espantosos meios de comunicação, mas será que conseguimos nos comunicar com alguém? Transportamos nossos corpos de um lado para o outro da Terra com extrema rapidez, mas será que saímos do lugar onde estamos? Não. Estamos mentalmente, fisicamente e espiritualmente acorrentados. O que conseguimos ao derrubar montanhas, ao acumular a energia de rios caudalosos, ou ao mudar de lugar populações inteiras como se fossem peças de xadrez, se continuamos a ser as mesmas pessoas irrequietas, miseráveis e frustradas que éramos antes? Chamar tais atividades de progresso, é uma grande ilusão. É possível que o homem consiga alterar a face da terra de tal forma que nem sequer o Criador a reconheça, mas se os resultados dessas alterações não nos afetam, onde está o sentido de tudo isso?
As ações que tem sentido não necessitam de um impulso inicial. Quando tudo ao nosso redor está se despedaçando e se arruinando, talvez a atitude mais sensata seja a de ficar quieto, imóvel. O homem que consegue compreender e exprimira verdade que está oculta dentro de si mesmo, realizou uma tarefa mais poderosa do que a destruição de um império. Não é sempre necessário, além do mais, calar a verdade. Apesar do mundo estar se desagregando, a verdade permanece.
No começo foi a Palavra. O homem a representa. Ele é o representante e não o ator."
Transbordemo-nos.
Hoje em dia com todas as possibilidades de comunicação fácil, o botão 'compartilhar' do facebook é um exemplo, o ato de com-par-ti-lhar virou também uma manifestação ególatra. Virou 'corriqueiro', fácil, superficial é a palavra exata.
Isso porque quando surge a verdadeira VONTADE de compartilhar algo com as pessoas quer dizer que você acreditou tanto naquilo que você PRECISA fazer com que o resto da humanidade sinta, viva, leia o que quer que seja também. Porque todos MERECEM.
então, por favor, sintam, leiam, vivam isso também. nós merecemos!
"Apesar de todas as derrotas que a história registra, do nascimento e da extinção de civilizações, do desaparecimento de raças e continentes, existe um edifício resistente e invencível, que é a verdadeira habitação do homem. No dia em que acreditarmos nessa verdade, estaremos preparados para habitá-lo. E não será necessário, para tanto, querer destruir o mundo.
Da mesma forma que os rios são tragados pelos oceanos, os caminhos menos importantes serão, eventualmente, absorvidos pelo grande caminho, tenha ele o nome que tiver. As moralidades, éticas, leis, costumes, crenças, doutrinas - todo esse conjunto -não tem grande importância. Tudo o que interessa é que o milagroso torne-se o normal. Mesmo agora, frustrados e cheios de entraves como somos, o milagroso nunca está totalmente ausente. Mas como são errados, grotescos e desajeitados os nossos esforços para descobri-lo. Toda a criatividade, todo o enorme trabalho gasto com invenções, que são consideradas maravilhas do engenho humano, devem ser encarados não somente como trabalho perdido, mas também como um esforço inconsciente do homem para adiar e fugir do milagroso. Atulhamos a terra com nossas invenções sem pensar que elas talvez sejam inúteis - ou desastrosas. Inventamos os mais espantosos meios de comunicação, mas será que conseguimos nos comunicar com alguém? Transportamos nossos corpos de um lado para o outro da Terra com extrema rapidez, mas será que saímos do lugar onde estamos? Não. Estamos mentalmente, fisicamente e espiritualmente acorrentados. O que conseguimos ao derrubar montanhas, ao acumular a energia de rios caudalosos, ou ao mudar de lugar populações inteiras como se fossem peças de xadrez, se continuamos a ser as mesmas pessoas irrequietas, miseráveis e frustradas que éramos antes? Chamar tais atividades de progresso, é uma grande ilusão. É possível que o homem consiga alterar a face da terra de tal forma que nem sequer o Criador a reconheça, mas se os resultados dessas alterações não nos afetam, onde está o sentido de tudo isso?
As ações que tem sentido não necessitam de um impulso inicial. Quando tudo ao nosso redor está se despedaçando e se arruinando, talvez a atitude mais sensata seja a de ficar quieto, imóvel. O homem que consegue compreender e exprimira verdade que está oculta dentro de si mesmo, realizou uma tarefa mais poderosa do que a destruição de um império. Não é sempre necessário, além do mais, calar a verdade. Apesar do mundo estar se desagregando, a verdade permanece.
No começo foi a Palavra. O homem a representa. Ele é o representante e não o ator."
Transbordemo-nos.
sábado, 14 de abril de 2012
Inveja/Ciúme/Raiva
Olha, deixa eu falar sobre esses sentimentos que volta e meia tomam conta de mim.
É horrível porque você tem consciência do mal que eles causam e mesmo assim não consegue parar de sentí-los. Na verdade, eu consigo racionalizá-los e eles diminuem drasticamente de tamanho mas mesmo assim ainda permanecem lá. A história é essa:
Tem essa menina que eu acho linda demais, fofa demais, criativa demais, uma coisa! Eu realmente a admiro. Nos tempos de internet escassa, lá pra 2001 mais ou menos eu já lia um blog que ela tinha! Era fã dos Beatles e principalmente do meu Paul. Escrevia muito bem. Enfim. Sempre a admirei de longe! Até que há uns 4 anos atrás (nossa, o tempo voa!) eu a encontrei novamente por acaso no twitter! Beleza. De todo esse tempo pra cá já fui a 3 shows do Paul (e ela também). Só que ela ganhou uma promoção e chegou a conhecê-lo! Tirou foto com ele e tudo. Totalmente merecido, é claro. Agora outra promoção está rolando e ela está concorrendo e sei bem que ela vai ganhar. Porque como eu disse, ela é muito fofa, muito linda, muito criativa.
E eu. Aqui. Só observando de longe, babando, invejando. Eu simplesmente acho que ela merece bastante e faz acontecer, essa é a diferença. Não consigo fazer acontecer. É isso que me faz pensar. Tem esse cara que eu digo ser meu ídolo mor! Uma pessoa que eu daria tudo pra conhecer. E eu não faço muita coisa, na verdade. Então, acho que eu não quero tanto... fico esperando as coisas caírem no meu colo, sei lá.
Eu não invejo a menina ou a situação, mas a força de vontade, a habilidade de lutar pelo que se quer.
Todos esses sentimentos negativos tomam conta de mim e é exatamente para mim que eles estão direcionados. A ''inveja'', o ''ciúme'', a ''raiva'' das outras pessoas são um desabafo. As outras pessoas são uma válvula de escape da minha insegurança, falta de força de vontade, CORAGEM.
A inveja, o ciúme e a raiva são sentimentos covardes.
E eu me sinto menor, um espírito diminuído quando sinto tudo isso.
Só não quero ser sempre a pessoa que observa e não faz acontecer. Tenho sido assim por 24 anos.
Eu não sei.
É horrível porque você tem consciência do mal que eles causam e mesmo assim não consegue parar de sentí-los. Na verdade, eu consigo racionalizá-los e eles diminuem drasticamente de tamanho mas mesmo assim ainda permanecem lá. A história é essa:
Tem essa menina que eu acho linda demais, fofa demais, criativa demais, uma coisa! Eu realmente a admiro. Nos tempos de internet escassa, lá pra 2001 mais ou menos eu já lia um blog que ela tinha! Era fã dos Beatles e principalmente do meu Paul. Escrevia muito bem. Enfim. Sempre a admirei de longe! Até que há uns 4 anos atrás (nossa, o tempo voa!) eu a encontrei novamente por acaso no twitter! Beleza. De todo esse tempo pra cá já fui a 3 shows do Paul (e ela também). Só que ela ganhou uma promoção e chegou a conhecê-lo! Tirou foto com ele e tudo. Totalmente merecido, é claro. Agora outra promoção está rolando e ela está concorrendo e sei bem que ela vai ganhar. Porque como eu disse, ela é muito fofa, muito linda, muito criativa.
E eu. Aqui. Só observando de longe, babando, invejando. Eu simplesmente acho que ela merece bastante e faz acontecer, essa é a diferença. Não consigo fazer acontecer. É isso que me faz pensar. Tem esse cara que eu digo ser meu ídolo mor! Uma pessoa que eu daria tudo pra conhecer. E eu não faço muita coisa, na verdade. Então, acho que eu não quero tanto... fico esperando as coisas caírem no meu colo, sei lá.
Eu não invejo a menina ou a situação, mas a força de vontade, a habilidade de lutar pelo que se quer.
Todos esses sentimentos negativos tomam conta de mim e é exatamente para mim que eles estão direcionados. A ''inveja'', o ''ciúme'', a ''raiva'' das outras pessoas são um desabafo. As outras pessoas são uma válvula de escape da minha insegurança, falta de força de vontade, CORAGEM.
A inveja, o ciúme e a raiva são sentimentos covardes.
E eu me sinto menor, um espírito diminuído quando sinto tudo isso.
Só não quero ser sempre a pessoa que observa e não faz acontecer. Tenho sido assim por 24 anos.
Eu não sei.
terça-feira, 3 de abril de 2012
Inconsciente Insano
Whay can’t this be,
can you tell me? Why we’re not free to be lovers?
A lua aparece imensamente gloriosa na minha janela e eu me espreguiço devagar.
A noite chegou. Eu olho pro travesseiro apreensiva e me deito.
Imagens vão se formando na tela em branco dos meus olhos... e lá está você novamente.
Pela segunda semana consecutiva o seu semblante cisma em aparecer pra mim
praticamente fazendo o mesmo, tentando me conquistar. Meu coração bate
mais rápido quando você vem falar comigo e a minha vontade é de te agarrar e te
beijar pra sempre. Mas acabamos sendo impedidos de alguma forma.
Quando meus olhos abrem pela manhã, o mesmo pensamento me ocorre: DE
NOVO?
Acordada eu quero você bem longe de mim! Você me magoou como ninguém. Você é
terrivelmente irritante e metido. Mesmo assim me apaixonei. Apaixonei-me inescrupulosamente. Você me fez andar
nas nuvens pela primeira vez... Aiai, nuvens! Como eram deliciosas de serem pisadas!
Nunca ousei falar de você por aqui. Prometi pra mim mesma que jamais iria
querer qualquer coisa com a sua pessoa novamente. Falar de você é admitir que
você ainda existe e o que é ainda pior! que ainda mexe comigo. Eu nunca, nunca,
nunca em sã consciência admitiria uma coisa dessas! Mas eu fecho os olhos e o
meu insano inconsciente vem esfregar na minha cara o que eu não quero enxergar.
Mas eu digo DANE-SE.
Você, eu faço questão de reprimir.
domingo, 1 de abril de 2012
Coragem, coragem!
'A vida é responsabilidade', escrevi uma vez.
Hoje li isso:
"Você tem um compromisso cósmico agora! Mas tem, também, a liberdade de não aceitá-lo.
O karma lhe deu a liberdade de opção que constitui a chave mestra de um fardo chamado responsabilidade.
Você se acomoda na almofada fofa da inércia simplesmente por medo de enfrentar uma mudança."
Sempre me achei uma covarde bastante corajosa.
Sou covarde porque tenho consciência do meu medo paralisante de assumir compromissos com qualquer tipo de coisa. E viver é simplesmente assumir compromissos. Ponto. Você caminha e tem que escolher uma direção e é claro assumir inteiramente a escolha que você fez e enfrentar de peito aberto as consequências. Viver é isso o tempo todo. Volta e meia tenho espasmos corajosos. Tenho coragem acima de tudo de olhar para dentro. De enfrentar a dor quando ela inevitavelmente vem. Acho que não exercito a força de enfrentar uma dor que eu mesma causei. Tenho medo de olhar pra fora. Me privo de acontecimentos, sentimentos e experiências absolutamente essenciais para minha evolução. Mas fico aqui me sabotando até não poder mais. Até todo e qualquer resquício de VIDA/TESÃO se extinguirem de mim.
Até tudo virar rotina e tédio.
o tédio não existe quando se tem TESÃO e CORAGEM.
Assinar:
Postagens (Atom)