terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Love is not enough

Ousei esquecer.
Continuo ousando não lembrar de aprendizados importantes e sofridos em dez longos e dolorosos meses all by myself em uma cidade longínqua de Portugal.
Acabei seguindo o caminho errado como sempre. O que não é novidade se a gente for analisar as péssimas escolhas feitas no passado, sempre baseadas no medo e na superficialidade.
Sim, pessoas queridas que estão lendo isto, eu voltei a escrever aqui após quatro longos meses sem colocar um pingo de tinta (virtual ou não) em qualquer página em branco. e sim, pessoas, eu continuo seguindo o caminho do medo, da superficialidade e da auto-sabotagem. Já estou muito cansada. Já não aguento mais.
Sinto dizer ainda que estou seguindo um caminho totalmente decrescente e contrário a tudo o que sempre preguei. (as always)
Eu absorvia mais, sentia mais e aprendia mais com meus erros. Hoje em dia parece que ao invés de crescer e transcender como pessoa, tenho me tornado cada vez mais narcisista e ególatra. É incrível e muito triste.
Fica aqui o meu desabafo extremamente formal. Porque desaprendi a escrever também.
Estou cheia de dedos ao colocar minhas palavras aqui e percebe-se.

Vossas Excelências dona Folha de Papel e dona Caneta: desculpem pelo abandono. vocês fizeram mais por mim do que eu mesma.

Pretendo voltar a praticar minhas habilidades como ser humano e parar de me comportar como um ser nojento. Sr. Cérebro, vencerei os Jogos da Mente.

Declaro luto, senhoras e senhores.
pelo definhamento de todo o meu ser.

espero sinceramente encontrar dias melhores, palavras melhores e a espontaneidade que perdi pelo caminho.

love is not enough but is all I know.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

minha Liberdade ainda chama-se John Lennon.

uma vida baseada em querer ser o que eu não sou. uma vida baseada em sustentar idealizações hipócritas. uma vida baseada em andar por aí vestindo uma blusa onde se lê: "freedom", quando liberdade seria a última palavra que definiria minhas atitudes. uma vida baseada em idolatrar pessoas que vivem a vida pra elas mesmas. uma vida baseada no parasitismo. uma vida baseada em negar sentimentos negativos. uma vida baseada no erro.

principalmente, uma vida baseada no medo de ser feliz.

porque liberdade é desprendimento. prisão é ser dominado pelo medo. medo é vislumbrar o desconhecido. liberdade é ter coragem de aprender. aprender que não existe perfeição. errar é sofrer. sofrer é aprendizagem. liberdade é não ter medo de errar. não ter medo de sofrer. não ter medo.

liberdade não é fuga. liberdade é comprometimento.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Inveja/Ciúme/Raiva 2: a missão

Estou passando por uma maré terrível. Ando boiando em um mar de ódio. Esses sentimentos me são muito familiares, mas nunca consigo me acostumar. Todo dia sinto ciúme de um amigo, inveja de uma pessoa e raiva de tudo e todos. Talvez porque a minha capacidade de não fazer nada por mim esteja astronomicamente exacerbada. não adianta, eu sei e sempre soube de tudo que poderia me fazer bem, mas simplesmente não faço. minha vida se resume a preguiça, falta de manutenção e superficialidade. não surpreende a invasão de todos esses sentimentos negativos, porque entrei em uma roda gigante de frustração, mágoa, falta de autoestima, falta de perspectiva, falta de vitalidade e não consigo sair. Parece que não tenho forças pra agir. Cansei de pensar sobre agir, porque foi isso que eu sempre fiz. pensei, imaginei ou pensei em agir. mas nunca nunca nunca... agi.
e eu continuo comendo merda, me tratando mal e sendo mesquinha com meus próprios sentimentos.

se fode aí, porque acima de tudo, isso você realmente fez por merecer.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Diálogo do fim de semana.

- Tenho certeza que estou aqui pra salvar minha alma!
- É, mas você tá fazendo isso errado.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

my love for you

Quando você não está por perto pra me segurar com força, o mundo acaba por desabar lentamente ao meu redor. A sua presença me faz existir. Longe de você pareço um fantasma vagando por uma cidade caótica, tentando me ligar em alguma energia pulsante que faça meu coração bombardear o sangue para os meus pés. Porque andar é difícil quando você não está aqui. Preciso do seu peitoral não inflamável para apoiar minha cabeça explosiva.não consigo explorar o mundo sem um porto seguro. senão enlouqueço, sucumbo, pereço.
você não tá aqui! e eu acabo existindo em dois lugares e vivendo em nenhum.
mas eu fecho os olhos. e você aparece.
e de repente não existe mais escuridão.
somente eu, você e essa força intensa invisível que preenche todos os espaços vazios.

meu porto seguro sou eu.
quando penso em você.

obrigada por existir em mim.


sexta-feira, 28 de junho de 2013

Afinal... what have you become?

Quase amanhecendo em Covilhã e aqui estou eu, bêbada outra vez.
bêbada de felicidade, sorriso estampado no rosto,
cheia de receios, ansiedade e medo.
o álcool está dominando minha mente neste momento,
então não posso prometer um texto desafiador e conclusivo,
embora quisesse muito escrever algo assim por mim.
Sei que quero me livrar de preconceitos vivendo minha vida plenamente.
Sei que não quero julgar meu passado, somente inspirar meu futuro.
Vou dizer, eu sei lá o que me tornei.
 Passei este tempo todo aqui tentando encontrar respostas.
Amadureci à la kubitchek, 10 anos em 10 meses.
e tudo o que eu posso dizer é que estou plenamente satisfeita.
apesar de todos os percalços, nunca nutri tanta fé.
é o que me salva e sempre salvará.
muita, mas muita fé no universo e em mim.
muito, mas muito amor pelas pessoas e por mim.
tenho um único objetivo: conseguir praticar minhas verdades.
porque verdades não praticadas não passam de mentiras sinceras.

sei que estou me tornando cada vez mais uma cidadã.
considerando minhas atitudes como atitudes políticas.
o feminismo tem me abraçado forte ultimamente.
e o Brasil tem me enchido de orgulho pela primeira vez.

quero ser uma pessoa que acredita.
que tem convicções e ao mesmo tempo mantém a cabeça fresca
e aberta. porque convicções se alteram e crenças se desacreditam.
mas a fé é a fé. não existe nada que enclausure a fé.
ela move montanhas e principalmente, move a mim.
move a todos.
viver sem ter fé na sua própria vida, não faz sentido,
na minha opinião. e baby, viver sem sentido é somente existir.

a verdade é que pela primeira vez em muito, muito tempo...
eu me importo.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Hoje

hoje uma paz se instalou no meu peito. e a paz vem das certezas, é o que concluí.
hoje sinto certeza. aquela certeza que vem da fé.
hoje sinto fé. a fé destrói o medo. então hoje não sinto medo.
eu só estou cheia de paz.
e fico aqui toda transbordante quando penso que toda essa paz instalada aqui dentro veio do fechamento de um ciclo de vida. quando penso que a morte é capaz de trazer vida. que a morte é vida. e a vida é morte.

hoje sinto a vida e não sinto medo.

a certeza de que somos feitos de amor e luz me transborda demais e me faz querer agradecer pelas pessoas que passaram e continuam passando no trem da minha vidinha medrosa, me fazendo enxergar a verdade pelo coração. vocês me transbordam demais! especialmente você, Vó.

você conseguiu explodir luz por todos os lados com a delicadeza de um passarinho!
nossa, que fantástico!

eu sinto muito, muito amor neste momento.
e sem medo algum de chorar. não é incrível?
afinal, o que é o choro senão o transbordamento de toda essa água que vive aqui dentro?
estou chorando demais!
chorando em paz.

absorvendo toda essa luz de amor que você exalou. hoje tenho certeza que o amor é luz. e que nós somos infinitos. eu me sinto infinita, Vó.

com essa certeza de que você é eterna em mim e eu sou eterna em você e nós somos eternos uns para os outros.

Nós somos infinitos, Vó! eu e minha luz amamos você e sua luz!

infinitamente.