terça-feira, 2 de agosto de 2011

o brilho eterno de um pensamento

...esse negócio de pensar demais antes de fazer não deve fazer bem. Aliás, não faz bem. A mim. E eu sou a pessoa mais importante do mundo. Porque enquanto nesta tarde nublada e calorenta a vida passa pela janela e pelos meus ouvidos (um meio surdo e defeituoso devido a alguma articulação/defeito de fábrica. Penso 'porque?', mas tá aí, penso 'porque?' o tempo todo sobre quase todos os assuntos e fico num loop eterno e eternamente sem resposta.) Pena. Essa pena que está tatuada no meu tornozelo esquerdo, enquanto a música do Andy (não sei se é o nome dele mesmo, foi o primeiro nome que me veio à cabeça) toca aqui no fundo. Foi trilha sonora original do Forrest Gump. Assim como eu posso ter inventado esta história e você nunca irá saber, a não ser que digite no google e eu continuo aqui. Sendo massacrada por emoções que não consigo verbalizar. minha lágrima diz tudo, porque meu deus o que seria maior que a música?

quinta-feira, 28 de julho de 2011

encarnando o personagem

quando ele baixa, tenho que levar até o fim

sábado, 18 de junho de 2011

eu te amo, porra!

Meu coração se encheu de medo nessa última semana.
Medo da morte/perda.
De idéias, vontades, sentimentos, sensações.

putaquepariu que MEDO!

Um medo paralisante de PERDER.

Aí, descobri que o tamanho do medo de perder é proporcional ao tamanho do sentimento que você tem por X.


Quer dizer, eu descobri que amo você pra caralho.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

quer queira quer não

'Eu vou preparar a mesa vazia
vou estender seu corpo
como uma iguaria
vou me servir horrores
vou te tomar, te beber com gosto'

quarta-feira, 15 de junho de 2011

menos, menos

Já visualizo o fim, ele está logo ali dobrando a esquina
enquanto caminho segura e calma, saltitante as vezes, com o coração na mão
olho pra ele e penso que merece sentir tudo isso
está mais saltitante que eu

Não tem essa de talvez ou pode ser
é ou não é.
acabou? porque as vezes acaba, sabe?
'I dont love you anymore, goodbye'

'Não eternize seus sentimentos'
falar é fácil
dramatizo, eternizo, sofro por antecipação, me descontrolo e me jogo na cama
ou penso em fazê-lo.

sorrio, converso, participo
apertando meu coração com a mão direita

Vai se fuder
sai daqui!
eu te odeio

por me fazer sentir tanto

sábado, 4 de junho de 2011

Ainda

Ainda. Não como antes, mas ainda.
Sobre o talento - inquestionável.
Sobre a pessoa - imaculadamente dúbia
Sobre o meu amor - incondicional
Sobre a voz - penetrante
Sobre a penetração - inesquecível, inacabada

Entendo perfeitamente, mas não consigo deixar de agir como fã.
Meu louvor se sobrepõe a mim.
Entendo parcialmente.
Resquícios. Resquícios de uma outra parte da minha vida.
Ele é o elo. Entre o antes e o depois.

Eu entendo racionalmente, é claro.
Mas ouço, lembro, canto, revejo.
Quero falar mas não sei o que.
Quando falo sou ignorada.
Eu entendo racionalmente, é claro.
Mas sinto, derreto, explodo e vomito.

Ainda. Não como antes, mas ainda.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Bang Bang

Aquela guerra estava me consumindo. Muito sangue, suor e lágrimas provocadas por excessivas explosões mentais. Sair daquela trincheira estava ficando cada vez mais difícil e trabalhoso. Sempre fui covarde. Aquele soldado que se posta atrás dos mais ligeiros no gatilho. Não quero atirar mas também não quero morrer, oras. Quando o inimigo inevitavelmente se aproximava, tratava de afastá-lo completamente a pontapés! E a granada acabava por explodir nas minhas próprias mãos. Feridas e calos trazidos de uma vida anterior a essa, com certeza. Minha covardia sem limites estava explicada! Eu morri naquela guerra e meu corpo não aguentaria mais tanto arranhão.

Chegou por trás e me sequestrou.
Longe de todo o caos, eu permaneci. Viva.
O barulho dos tiros não me incomodava mais naqueles momentos em que o inimigo falava comigo. O barulho estava lá, todo o tátátá pá pow!
'como as pessoas gostam de estraçalhar os corações alheios.' pensei
e o inimigo fazia, falava e demonstrava (que existiam exceções).
e eu mentia. porque eu minto muito bem. minha maior habilidade. aquela velha granada que não cansava de explodir. e volta e meia estava eu lá, toda destroçada.
e o inimigo vinha e me colava toda novamente.
e eu pensava: porque?! porque ele está fazendo isso?!

'porque não atira logo?'
'porque estou aprendendo com você'

Aprendendo... pensei que afinal o inimigo não batesse muito bem. Deixa estar.
Tô viva pelo menos.

dormindo com o inimigo e mais acordada que nunca.

o tempo passou e nosso esconderijo deixou de ser escuro, duro e estranho.


Um belo dia resolvi perguntar:

'O que afinal você aprendeu comigo?'

No que ele respondeu ligeiro:

'Pode ser piegas... mas eu aprendi a amar.

e minha espada caiu dura e barulhenta
meu escudo se desmontou como se não passasse de lataria enferrujada

'e eu aprendi a me desarmar'

He shot me down, bang bang
I hit the ground , bang bang
That awful sound, bang bang


My baby shot me down.