...esse negócio de pensar demais antes de fazer não deve fazer bem. Aliás, não faz bem. A mim. E eu sou a pessoa mais importante do mundo. Porque enquanto nesta tarde nublada e calorenta a vida passa pela janela e pelos meus ouvidos (um meio surdo e defeituoso devido a alguma articulação/defeito de fábrica. Penso 'porque?', mas tá aí, penso 'porque?' o tempo todo sobre quase todos os assuntos e fico num loop eterno e eternamente sem resposta.) Pena. Essa pena que está tatuada no meu tornozelo esquerdo, enquanto a música do Andy (não sei se é o nome dele mesmo, foi o primeiro nome que me veio à cabeça) toca aqui no fundo. Foi trilha sonora original do Forrest Gump. Assim como eu posso ter inventado esta história e você nunca irá saber, a não ser que digite no google e eu continuo aqui. Sendo massacrada por emoções que não consigo verbalizar. minha lágrima diz tudo, porque meu deus o que seria maior que a música?
terça-feira, 2 de agosto de 2011
quinta-feira, 28 de julho de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
eu te amo, porra!
Meu coração se encheu de medo nessa última semana.
Medo da morte/perda.
De idéias, vontades, sentimentos, sensações.
putaquepariu que MEDO!
Um medo paralisante de PERDER.
Aí, descobri que o tamanho do medo de perder é proporcional ao tamanho do sentimento que você tem por X.
Quer dizer, eu descobri que amo você pra caralho.
Medo da morte/perda.
De idéias, vontades, sentimentos, sensações.
putaquepariu que MEDO!
Um medo paralisante de PERDER.
Aí, descobri que o tamanho do medo de perder é proporcional ao tamanho do sentimento que você tem por X.
Quer dizer, eu descobri que amo você pra caralho.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
quer queira quer não
'Eu vou preparar a mesa vazia
vou estender seu corpo
como uma iguaria
vou me servir horrores
vou te tomar, te beber com gosto'
vou estender seu corpo
como uma iguaria
vou me servir horrores
vou te tomar, te beber com gosto'
quarta-feira, 15 de junho de 2011
menos, menos
Já visualizo o fim, ele está logo ali dobrando a esquina
enquanto caminho segura e calma, saltitante as vezes, com o coração na mão
olho pra ele e penso que merece sentir tudo isso
está mais saltitante que eu
Não tem essa de talvez ou pode ser
é ou não é.
acabou? porque as vezes acaba, sabe?
'I dont love you anymore, goodbye'
'Não eternize seus sentimentos'
falar é fácil
dramatizo, eternizo, sofro por antecipação, me descontrolo e me jogo na cama
ou penso em fazê-lo.
sorrio, converso, participo
apertando meu coração com a mão direita
Vai se fuder
sai daqui!
eu te odeio
por me fazer sentir tanto
enquanto caminho segura e calma, saltitante as vezes, com o coração na mão
olho pra ele e penso que merece sentir tudo isso
está mais saltitante que eu
Não tem essa de talvez ou pode ser
é ou não é.
acabou? porque as vezes acaba, sabe?
'I dont love you anymore, goodbye'
'Não eternize seus sentimentos'
falar é fácil
dramatizo, eternizo, sofro por antecipação, me descontrolo e me jogo na cama
ou penso em fazê-lo.
sorrio, converso, participo
apertando meu coração com a mão direita
Vai se fuder
sai daqui!
eu te odeio
por me fazer sentir tanto
sábado, 4 de junho de 2011
Ainda
Ainda. Não como antes, mas ainda.
Sobre o talento - inquestionável.
Sobre a pessoa - imaculadamente dúbia
Sobre o meu amor - incondicional
Sobre a voz - penetrante
Sobre a penetração - inesquecível, inacabada
Entendo perfeitamente, mas não consigo deixar de agir como fã.
Meu louvor se sobrepõe a mim.
Entendo parcialmente.
Resquícios. Resquícios de uma outra parte da minha vida.
Ele é o elo. Entre o antes e o depois.
Eu entendo racionalmente, é claro.
Mas ouço, lembro, canto, revejo.
Quero falar mas não sei o que.
Quando falo sou ignorada.
Eu entendo racionalmente, é claro.
Mas sinto, derreto, explodo e vomito.
Ainda. Não como antes, mas ainda.
Sobre o talento - inquestionável.
Sobre a pessoa - imaculadamente dúbia
Sobre o meu amor - incondicional
Sobre a voz - penetrante
Sobre a penetração - inesquecível, inacabada
Entendo perfeitamente, mas não consigo deixar de agir como fã.
Meu louvor se sobrepõe a mim.
Entendo parcialmente.
Resquícios. Resquícios de uma outra parte da minha vida.
Ele é o elo. Entre o antes e o depois.
Eu entendo racionalmente, é claro.
Mas ouço, lembro, canto, revejo.
Quero falar mas não sei o que.
Quando falo sou ignorada.
Eu entendo racionalmente, é claro.
Mas sinto, derreto, explodo e vomito.
Ainda. Não como antes, mas ainda.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Bang Bang
Aquela guerra estava me consumindo. Muito sangue, suor e lágrimas provocadas por excessivas explosões mentais. Sair daquela trincheira estava ficando cada vez mais difícil e trabalhoso. Sempre fui covarde. Aquele soldado que se posta atrás dos mais ligeiros no gatilho. Não quero atirar mas também não quero morrer, oras. Quando o inimigo inevitavelmente se aproximava, tratava de afastá-lo completamente a pontapés! E a granada acabava por explodir nas minhas próprias mãos. Feridas e calos trazidos de uma vida anterior a essa, com certeza. Minha covardia sem limites estava explicada! Eu morri naquela guerra e meu corpo não aguentaria mais tanto arranhão.
Chegou por trás e me sequestrou.
Longe de todo o caos, eu permaneci. Viva.
O barulho dos tiros não me incomodava mais naqueles momentos em que o inimigo falava comigo. O barulho estava lá, todo o tátátá pá pow!
'como as pessoas gostam de estraçalhar os corações alheios.' pensei
e o inimigo fazia, falava e demonstrava (que existiam exceções).
e eu mentia. porque eu minto muito bem. minha maior habilidade. aquela velha granada que não cansava de explodir. e volta e meia estava eu lá, toda destroçada.
e o inimigo vinha e me colava toda novamente.
e eu pensava: porque?! porque ele está fazendo isso?!
'porque não atira logo?'
'porque estou aprendendo com você'
Aprendendo... pensei que afinal o inimigo não batesse muito bem. Deixa estar.
Tô viva pelo menos.
dormindo com o inimigo e mais acordada que nunca.
o tempo passou e nosso esconderijo deixou de ser escuro, duro e estranho.
Um belo dia resolvi perguntar:
'O que afinal você aprendeu comigo?'
No que ele respondeu ligeiro:
'Pode ser piegas... mas eu aprendi a amar.
e minha espada caiu dura e barulhenta
meu escudo se desmontou como se não passasse de lataria enferrujada
'e eu aprendi a me desarmar'
He shot me down, bang bang
I hit the ground , bang bang
That awful sound, bang bang
My baby shot me down.
Chegou por trás e me sequestrou.
Longe de todo o caos, eu permaneci. Viva.
O barulho dos tiros não me incomodava mais naqueles momentos em que o inimigo falava comigo. O barulho estava lá, todo o tátátá pá pow!
'como as pessoas gostam de estraçalhar os corações alheios.' pensei
e o inimigo fazia, falava e demonstrava (que existiam exceções).
e eu mentia. porque eu minto muito bem. minha maior habilidade. aquela velha granada que não cansava de explodir. e volta e meia estava eu lá, toda destroçada.
e o inimigo vinha e me colava toda novamente.
e eu pensava: porque?! porque ele está fazendo isso?!
'porque não atira logo?'
'porque estou aprendendo com você'
Aprendendo... pensei que afinal o inimigo não batesse muito bem. Deixa estar.
Tô viva pelo menos.
dormindo com o inimigo e mais acordada que nunca.
o tempo passou e nosso esconderijo deixou de ser escuro, duro e estranho.
Um belo dia resolvi perguntar:
'O que afinal você aprendeu comigo?'
No que ele respondeu ligeiro:
'Pode ser piegas... mas eu aprendi a amar.
e minha espada caiu dura e barulhenta
meu escudo se desmontou como se não passasse de lataria enferrujada
'e eu aprendi a me desarmar'
He shot me down, bang bang
I hit the ground , bang bang
That awful sound, bang bang
My baby shot me down.
Assinar:
Postagens (Atom)